"Mulatas" e negras pintadas por brancas

"Mulatas" e negras pintadas por brancas
Questões de etnia e gênero presentes na pintura modernista brasileira
PREÇO
R$ 49,90
AUTOR
Hill, Marcos
ISBN
9788587073662
CÁLCULO DE FRETE

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INFORMAÇÕES DO PRODUTO

O autor nos oferece análises que configuram um trabalho de verdadeira arqueologia da imagem. Marcos Hill interroga as obra Tropical, de Anita Malfatti e A Negra, de Tarsila do Amaral para muito além de suas qualidades plásticas e pictóricas, realizando uma investigação histórica, sociológica, antropológica e sobre gênero que torna possível a compreensão e a desconstrução do lugar reservado pela arte moderna às negras e às “mulatas” no Brasil. Que contradições estão implicadas numa arte moderna que busca não o universalismo, mas elementos “primitivos” e “originais” no intuito de sustentar a formação do imaginário social brasileiro? E sobretudo, que alcance teve a iconografia antropomorfizada de uma exaltação edênica convergida na eleição destas figuras enquanto emblemas da identidade nacional? São algumas questões que o autor desenvolve de modo a tornar o livro um estudo fundamental não só para a História da Arte, mas para a relativização de um discurso historiográfico unívoco.

Tendo lançado em 2012, por esta mesma editora, “Quem são os mulatos”, Marcos Hill realiza agora, em “’Mulatas’ e negras pintadas por brancas: Questões de etnia e gênero presentes na Pintura Modernista Brasileira”, uma ampla análise sobre as obras Tropical (1917), de Anita Malfatti e Negra (1923), de Tarsila Amaral, emblemáticas acerca do lugar reservado pela arte moderna às negras e às “mulatas” no Brasil.

Professor e Doutor em Artes, historiador e artista, o olhar que Marcos Hill lança sobre as questões que investiga no contexto das pinturas analisadas é crítico e problematizador, instigando uma leitura dos meandros do modernismo brasileiro que levanta hipóteses sobre o que de fato significou a eleição e elevação das negras e negros, das “mulatas” e dos “mulatos” ao status de heróis, visto que o direcionamento discursivo nunca chegou a ser feito em primeira pessoa. Até que ponto torná-los protagonistas fez com o chamado redescobrimento do Brasil realizado por modernistas brasileiros os afastasse das reminiscências do passado escravocrata brasileiro?

As questões levantadas acerca das características do modernismo brasileiro são postas em confronto com aquelas relativas às vanguardas europeias buscando entender a que tipo de expectativa respondia a arte moderna no Brasil.

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