Jayme Reis

O perfil do artista se funde com a obra quando o autor é Jayme Reis. Para compreender esta afirmativa basta observarmos os títulos de suas exposições: Versos Atávicos, Objeto Ilusão,Território do Afeto, Cais, Diário, Epiphania, entre outros. Experiências inusitadas e uma variedade incrível de materiais, técnicas e formas, sempre surpreendentes e que nos apresentam uma nova imagem de objetos comuns em nosso cotidiano. Como bem define Lelia Coelho Frota por ocasião de uma individual do artista no Museu de Belas artes do Rio de Janeiro em 1997;                                                                                                                           O trabalho de Jayme Reis demonstra possuir a consciência inteira das linguagens da arte contemporânea. ...são objetos condutores da realidade imaginante de um dos artistas de maior poder de fogo – e de vôo – que tenho visto surgir entre nós, no campo das artes visuais contemporâneas. Que tal os barcos de Jayme que navegam na vertical em uma parede branca? E as bandeiras que não estão no mastro? E a capela que é apresentada como uma estrutura em processo de construção, para não dizer das violas quebradas e os martelos amarrados? Estas surpresas é o que precisamos no mundo para compreendermos que o nosso cotidiano, embora nos pareça um caos, sempre segue uma lógica definida por cada um de nós. Como é bom dialogar com estas imagens inusitadas, estas defesas resultantes das reflexões do artista. Em 2003, em depoimento à Coleção Circuito Atelier, Jayme Reis resumiu seu ateliê da seguinte forma: Meu ateliê é um CAOS, e minha cabeça continua parafernálica (graças a Deus) e é assim mesmo que deve  ser. Busco um objeto, mas acabo “resgatando” outro. Minha verdadeira ocupação é tentar por ordem nesse  caos. E graças a essa situação caótica, acabo descobrindo técnicas maravilhosas ou inaugurando séries  inteiras. Para abrir uma porta não necessito fechar a outra.     Com as portas abertas para a criação e muito trabalho, Jayme vem distribuindo a sua mensagem para o mundo. A sua relação com o circuito artístico é bem peculiar, não se engaja em nenhuma tendência, considera a pluralidade de seu estilo a razão de sua obra.   Sua produção andou sempre à margem das tendências em moda,sem se preocupar em ser moderninha nem seguir figurinos de sucesso. Jayme Reis está delineando um universo próprio, que tampouco se parece com o de nenhum outro artista mineiro.   Olivio Tavares de Araujo    Estilo que desenvolveu sem frequentar uma escola formal de arte, mas também não esteve ou está alheio ao debate da arte, situação que já lhe rendeu convites gratificantes como o de professor visitante em Santa Catarina na UFSC e em Minas na UFMG.Jayme passou a sua infância em Itabira/MG, sua cidade natal, e mudou-se com a família para Belo Horizonte em 1970. Seu primeiro contato com a produção artística se deu através da cerâmica. Para iniciar os seus conhecimentos buscou informações em bibliotecas e livrarias, frequentou diariamente o Palácio das Artes e todos os espaços culturais da cidade, assistindo a apresentações de dança, teatro, cinema e exposições. Na época se identificou com o bar espanhol La Taberna, espaço cult que considera uma “verdadeira escola” onde encontrava os amigos para falar sobre arte. Nesse período realiza a sua primeira exposição individual, em 1980, na Galeira Mandala, merecendo textos críticos de Carlos Drummond de Andrade, Celma Alvim e José Maurício.   Nesse momento, de início de sua carreira, se interessa profundamente em conhecer o acervo artístico do interior de Minas, absorvendo influências do popular e das tradições religiosas.     Após sua primeira exposição Jayme Reis realiza uma viagem de estudos pela Europa, visitando museus na Espanha, França e Holanda. Quando retorna a Belo Horizonte dedica-se às séries de gravuras e de objetos. Em 1987 muda-se para Santa Catarina, onde realiza exposições e leciona na UFSC. Esta experiência no Sul lhe rendeu uma mudança radical em seu trabalho, pois foi o momento em que descobriu uma nova forma de apresentar os seus objetos, e iniciou a sua série mais expressiva, “os barcos”.  Despertando 10 anos depois a atenção de Amilcar de Castro que o homenageou com o poema abaixo;   Para Jayme Reis 
  Quem faz barco tem fé Acredita no vir a ser No além Na transcendência.   No mar Nas ondas do mar No vento e no evento   É sonho de viajar Viajando no sonho.   Timoneiro do infinito.   Guarda em segredo Que o barco abre um arco Do presente ao futuro E abraça vagarosamente O belo além do horizonte - É o seu destino. 
Amílcar de Castro 12-07-98   

Em agosto de 2010, Jayme Reis inaugurou uma mostra individual de seus trabalhos na Galeria LIVROBJETO, quando, além da apresentação de seus objetos, realizou um magnífico livro de artista. Suas obras revelam um poeta de alma inquieta, mas sempre alerta, ampliando a sua condição de ocupar e dizer ao mundo o seu idioma, a sua arte de fazer e transcriar a linguagem do cotidiano. Vale navegar neste mundo inventado a cada instante pelo artista e amigo Jayme Reis.  Fernando Pedro Historiador da Arte, Mestre pela EBA/UFMG Presidente da Editora C/Arte e do Instituto Arte das Américas 

  Artista plástico Jayme Reis expõe criações em Photoshop PUBLICADO EM 06/11/07 - 18h43 MARCELO MIRANDA O ócio propiciou ao experiente artista plástico Jayme Reis um rumo totalmente inesperado e inexplorado dentro da sua trajetória. Conhecido no cenário mineiro por ter transitado nas principais vertentes da criação - pintura, escultura, cerâmica, fotografia e outros mais -, há aproximadamente um ano, Jayme mudou-se para a pequena Tiradentes e, de férias por tempo indeterminado, rendeu-se às tentações do computador na ânsia de aproveitar melhor o tempo. Ou, mais especificamente, rendeu-se ao Photoshop, um dos mais utilizados programas de edição de imagens.     O resultado poderá ser visto em "Epiphania", que abre hoje à noite na galeria de arte do Espaço Cultural da Cemig e fica exposta ao público até o próximo dia 28. "As possibilidades são infinitas", decreta Jayme Reis, sobre a tecnologia que lhe abriu novos parâmetros. "Dá para se expressar da mesma forma que em outros suportes. É t



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