Antônio Diogo Da Silva Parreiras

Nasceu em Niterói, 1860, onde faleceu em 1937. Pintor, escritor e professor. Em 1883 matriculou-se na Academia Imperial de Belas Artes, RJ, a qual abandonou para estudar com o artista alemão George Grimm. Foi um dos alunos mais decididos a abandonar a Academia em busca da pintura de paisagem ao ar livre. Com a viagem de Grimm para o interior do Brasil, continuou seus estudos autodidaticamente, tendo feito sua primeira individual em sua própria casa, em Niterói, em 1885. Nesse mesmo ano expôs na galeria De Wilde, RJ. Em 1888 viajou para a Europa, onde aperfeiçoou seus estudos na Academia de Belas Artes, em Veneza. Em 1889 voltou ao Brasil e participou da Exposição Geral de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 1890. Nesse mesmo ano tornou-se professor de pintura de paisagem da Escola Nacional de Bela Artes. Seguindo o antigo mestre, levou seus alunos para pintar ao ar livre. A primeira exposição desses trabalhos ocorreu em 1892. Em 1905 realizou individual no Rio de Janeiro. Após realizar estudos nas matas de Petrópolis, RJ, começou a dedicar-se à pintura histórica, tendo feito vários trabalhos para palácios de governo, como a pintura do teto do salão nobre do Palácio da Liberdade, em BH, intitulada Alegoria a Apollo e às Deusas das Horas, realizada em 1925. Paralelamente à pintura histórica, começou a dedicar-se à pintura de nus. Foi premiado com Medalha de Ouro e Medalha de Honra (1918) e Grande Medalha na Exposição do Centenário da Independência, em 1922, no SNBA do Rio de Janeiro. Em 1929 recebeu ainda Medalha de Ouro na Exposição Universal de Barcelona, Espanha. Em 1926 publicou o livro autobiográfico História de um Pintor Contada por Ele Mesmo e ingressou na Academina Fluminense de Letras. Em 1933 participou das exposições comemorativas do Jubileu Artístico, em Niterói e São Paulo. Faleceu em 1937 em sua residência em Niterói, que se tornou em 1941 Museu Antônio Parreiras. Ali está grande parte de suas obras. Foi incluído pelo MNBA, onde tem várias obras, nas mostras Exposições Retrospectivas da Pintura no Brasil, (1948) e Um Século de Pintura Brasileira (1952). Recebeu sala especial na exposição A Paisagem Brasileira até 1900, da II Bienal de São Paulo (1953). Foi incluído também na retrospectiva Bienal Brasil Século XX, mostra itinerante promovida pela Fundação Bienal São Paulo em 1994. Integrou a mostra comemorativa do centenário de Belo Horizonte, Emergência do Modernismo em Belo Horizonte, realizada no Museu Mineiro, BH (1996). Foi um dos mais importantes artistas brasileiros da virada do século.



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