Alberto Da Veiga Guignard

Nasceu em Nova Friburgo, RJ, 1896 e faleceu em Belo Horizonte, 1962. Pintor, desenhista, ilustrador e professor. Iniciou sua formação artística na Real Academia de Munique, Alemanha (1917-18), quando estudou com Adolf Hingeler e Hermann Groeber. Viajou pela Europa entre 1917 e 1927. Ensinou arte para as crianças da Fundação Osório, RJ (1931-43), foi professor de desenho no Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal, RJ (1936), e lecionou no curso livre de desenho do DA-ENBA, RJ (1942). Em 1943 fundou o ateliê coletivo "A Nova Flor de Abacate", no Rio de Janeiro, onde se reuniram os artistas Elisa Byinton, Iberê Camargo, Geza Heller, Alcides da Rocha Miranda, Milton Ribeiro, Maria Campello, Werner Amacher e Vera Mindlin. Em março de 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte, onde dirigiu o curso de desenho e pintura no Instituto de Belas Artes, que ficou conhecido como Escola Guignard (1944-62), primeira escola de arte moderna da cidade. Recebeu vários prêmios ao longo de sua carreira artística: Menção Honrosa, XXXIII Exposição Geral de Belas Artes, RJ (1924); Medalha de Bronze, XXXVI Exposição Geral de Belas Artes, RJ (1929); 2º Prêmio de Pintura, Salão Oficial de Buenos Aires (1929); Medalha de Prata, XLV SNBA, RJ (1939); Prêmio Viagem ao Brasil, XLVI SNBA, RJ (1940); Medalha de Ouro, XLVIII e LIV SNBA (1942-48); Medalha Personalidades de 1959 (Artes Plásticas), conferida pelos Diários Associados (1960); condecorado com a Medalha da Inconfidência, Ouro Preto, MG (1961). Participou de diversos salões e bienais no Brasil e exterior: XXXIII Exposição Geral de Belas Artes, RJ (1924); Salão de Outono, Paris, (1927); Bienal de Veneza, Itália (1928); Salão dos Independentes, Paris, (1929); Salão de Arte de Rosário, Argentina (1929); I, II, III, IV Salão Pró-Arte, ENBA (1931/32/33/34); II Salão da SPAM, SP (1933); I, II Salão de Maio, SP (1937-38); Salão Oficial de Buenos Aires (1937); XLVI-LVIII SNBA, RJ (1939-1952); I, II, VII SNAM, RJ (1952/53/58). Participou das seguintes coletivas: Mostra Oficial de Munique, Alemanha (1922-23); Arte Brasileira Internacional, Nova York, (1930); Exposição Internacional de Pinturas, Pittsburgh, EUA (1935); A Nova Flor do Abacate, RJ (1943); Auto-Retratos, MNBA, RJ (1944); Exposição de Pintura Moderna Brasileira, Academia Real de Artes, Londres, (1944); Exposição de Arte Moderna, BH (1944); Exposição de Arte Brasileira, Museu de Belas Artes de La Plata, Argentina (itinerante, 1945); Guignard e seus Alunos, Associação Brasileira de Imprensa, RJ (1946); Instituto de Belas Artes de Belo Horizonte (1950-51); Exposição Internacional de Arte de Belo Horizonte, Associação de Cultura Franco-Brasileira (1952); Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950, MNBA (1952); Arte Moderna no Brasil, itinerante: Argentina, Chile e Peru (1957); 30 Anos de Arte Moderna Brasileira, Galeria Macunaíma, DA-EBA, RJ (1959). Realizou várias individuais no Brasil e no exterior: Buenos Aires, (1930-34); Palace Hotel, RJ (1936-38); Berlim, com patrocínio do Instituto Teuto-Brasileiro de Alta Cultura (1938); Grande Hotel, Curitiba (1941); DA-ENBA (1942); MAM-RJ (1953); Retrospectiva no IAB, SP (1956); Automóvel Clube de Minas Gerais, BH (1959); Galeria Montmartre, RJ (1959); Petite Galerie, RJ (1960); MAP, BH (1961). Guignard tem sido muito homenageado com várias individuais e coletivas póstumas: MAP (1962/72/96); MAM-RJ (1974); A Modernidade em Guignard, PUC-RJ (1982); Artistas Brasileiros, itinerante: África (1962); A Arte da América Latina, itinerante: Estados Unidos (1966); O Processo Evolutivo da Arte em Minas, Palácio das Artes, BH (1970); Geração Guignard, Palácio das Artes (1972); Paisagem Mineira, Palácio das Artes (1977); Do Moderno ao Contemporâneo, MAM-RJ (1981); Pintores Fluminenses, MAM-RJ (1982); Trajetória e Encontros, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília (1985); Bienal Brasil Século XX, Fundação Bienal de São Paulo (1995); Consolidação da Modernidade em Belo Horizonte, MAP (1996). Tem obras em acervos de diversos museus: MoMA, Nova York; MAP; MASP; MNBA; Museu Casa Guignard, Ouro Preto; Escola Guignard, BH. Ilustrou vários livros, entre eles: Álbum Guignard, com ilustrações para poemas de Castro Alves, Múcio Leão e Jorge de Lima (1942); Miraceli, de Jorge Lima (1943); Poemas Traduzidos, de Manuel Bandeira (1943); Passos Cegos, de Milton Pedrosa (1949); Os Halifax, de Alexandre Konder (1952); Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga (1953); Passeio a Sabará (1956) e Passeio a Diamantina (1960), de Lúcia Machado de Almeida; Hoje Poemas, de Celina Ferreira (1966). Livros sobre sua obra: MORAIS, Frederico. Alberto da Veiga Guignard. Rio de Janeiro, Monteiro Soares, 1979; VALADARES, Clarival do Prado. Guignard. Buenos Aires, Codex, 1965; ZÍLIO, Carlos (org.). A Modernidade em Guignard. Rio de Janeiro, Petróleo Ipiranga/PUC-RJ, 1982; FROTA, Leila Coelho. Guignard. Rio de Janeiro: Campos Gerais, 1997. Guignard é considerado pela crítica e historiadores da arte um dos mais representativos artistas da arte moderna brasileira.



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